Robots

“O aprender a aprender e a importância da construção de coisas, evidenciando a ideia hands-on”.

Papert (1991)

Porquê

A automação, nomeadamente atravês de robots, tem substituído imensas funções usualmente executadas por humanos.

A sua utilização em ambiente de sala de aula serve para desmisitificar a robótica, ao mesmo tempo que permite motivar os estudantes. O robô fornece uma influência positiva na aprendizagem da criança e em contexto de sala de aula. O "Logo" (linguagem de programação) nasceu com base nas teorias de Piaget sobre a natureza da aprendizagem e nas teorias computacionais que, para Papert são também uma metodologia da aprendizagem, no sentido em que ajudam as crianças a pensar a respeito de si mesmas e no mundo que as rodeia (Papert, 1980 1985).

Ao programar um robô, tal como na linguagem Logo, Uma vez que a linguagem é interpretada e interativa, o resultado é mostrado imediatamente após digitar-se o comando – incentivando o aprendizado. Nela, o aluno aprende com seus erros. Aprende vivenciando e tem que repassar este conhecimento para o LOGO. Se algo está errado no seu raciocínio, isto é claramente percebido e demonstrado, fazendo com que o aluno pense sobre o que poderia estar errado e tente, a partir dos erros, encontrar soluções corretas para os problemas.

É isto que se pretende. O estudante ao interagir com um Robô, aprende diretamente na altura a resolver problemas, pois ao programá-lo vê imediatamente a sua ação/reação.

Como

A utilização de Robô na sala de aula deve ser encarada como uma ferramenta adicional que o professor dispõe e não com um seu possível substituto.

Schrage (1999) refere que os protótipos são especialmente úteis à medida que a converesa vai surgindo, para catalizar discussões sobre o design e como melhorar as potencialidades. Nos protótipos iniciais, é provável que não funcionem perfeitamente, basta que funcionem o suficiente para que os estudantes possam experimentar e colocarem hipóteses. Na verdade quando observamos os robots em acção várias perguntas surgem e normalmente elas levam-nos a pensar no que vamos fazer a seguir.

Em jeito de conclusão o Robô ajuda o estudante na medida que:
- tornam o ritmo de estudo mais personalizado para cada criança, através das tecnologias interativas e inteligentes e que de certa forma se parecem mais “humanas”
- cria uma atmosfera de aprendizado mais receptiva e paciente, permitindo que a tecnologia - com seu tempo ilimitado e tenacidade "sobre-humana" - às vezes preencha o papel de professor
- alavanca o “filtro de relevância” das crianças para enfatizar a importância de obter certos tipos de conhecimento
- oferece oportunidades mais divertidas, para as crianças aprenderem - como projetos proativos, exploratórios e abertos que envolvem tecnologias e atividades que são cada vez mais valiosas para o desenvolvimento de competências tecnológicas, como o compartilhar, remixar (modificar recursos existentes na WEB para criar algo novo) e transformar outros trabalhos já existentes